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Brasil reduz pirataria de software pelo 6º ano seguido

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    Qua, 16 de Maio de 2012
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Segundo o Estudo Global de Pirataria de Software 2011 da Business Software Alliance (BSA), divulgado nesta terça-feira, 15, o Brasil reduziu sua taxa de pirataria pelo sexto ano consecutivo, acumulando 11 pontos percentuais de redução de 2005 a 2011. Junto à Colômbia, possui a menor taxa da América Latina com 53%, bem abaixo da média regional, de 61%. Os 18 países da região avaliados pelo estudo obtiveram a maior redução regional do planeta, com 3 pontos percentuais de redução no ano.

Considerado “prejuízo” para a indústria, o valor comercial do software não-licenciado adquirido no País subiu 8%, para US$2,84 bilhões, enquanto o software adquirido de maneira legal no País movimentou US$2,53 bilhões. Tal aumento, em face à redução na taxa, explica-se pelo aumento do mercado brasileiro de software. Mesmo com uma redução em sua taxa, o universo avaliado pela pesquisa (mercado de software) foi maior em relação ao ano anterior.

Apesar de resultados positivos, quarenta e seis por cento dos usuários brasileiros admitem adquirir software pirata. Alguns admitem piratear sempre ou com frequência, outros afirmam apenas o fazer ocasionalmente ou raramente, mas tais usuários comprometem fortemente a geração de empregos, investimentos, inovações, receitas e impostos pelo setor de Tecnologia da Informação, além de representarem um desestímulo para a criação de novas empresas brasileiras no segmento.

“Se 46% por cento dos consumidores admitissem cometer furtos – mesmo que pequenos e raros – o resto da população se indignaria e cobraria das autoridades que reagissem e aumentassem o policiamento e as penalidades. A pirataria de software merece uma reação  semelhante: educação coordenada do público e fiscalização vigorosa”, declara Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil.

Vinte e oito por cento dos piratas de software assumidos no Brasil, pesquisados no estudo, afirmam que adquirem software de forma ilegal “o tempo todo”, “a maior parte do tempo” ou “ocasionalmente”, enquanto 18% afirmam que pirateiam apenas “raramente”. O estudo também revela que piratas de software assumidos no País são predominantemente do sexo masculino (59%) e têm menos de 35 anos de idade (56%).

“A pirataria de software persiste drenando a economia global, a inovação tecnológica e a criação de empregos”, declarou o presidente e CEO da BSA, Robert Holleyman. “Os governos devem tomar medidas para modernizar suas leis de propriedade intelectual (PI) e expandir esforços de fiscalização para garantir que piratas de software enfrentem consequências reais.”

Globalmente, o estudo aponta que as taxas de pirataria em mercados emergentes estão muito acima daquelas de mercados maduros — 68% e 24% por cento em média, respectivamente — e mercados emergentes representam a maior parte do aumento global no valor comercial de software pirateado. Esse fato ajuda a explicar as dinâmicas de mercado por trás do aumento global da taxa de pirataria, que esteve por volta dos 42% em 2011, enquanto um mercado em constante expansão no mundo em desenvolvimento elevou o valor comercial de software pirateado para US$ 63,4 bilhões.

Este é o nono estudo global anual de pirataria de software conduzido pela BSA em parceria com o IDC e a Ipsos Public Affairs. A metodologia do estudo envolveu a coleta de 182 entradas de dados distintos e a avaliação de tendências de PC e software em 116 mercados. O estudo deste ano incluiu também um levantamento com 15 mil usuários de computadores em 33 países, que juntos representam 82% do mercado global de PCs.

Fonte: AdNews

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